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Estilos de Apego: Por que a gente não consegue se entender?

A resposta está no que vocês aprenderam sobre amor antes de se conhecerem.

Há evidências científicas de que ter apego seguro é um fator determinante para um relacionamento bem-sucedido!

A insegurança que aparece do nada. As mesmas brigas, muitas vezes com rostos diferentes. Aquela sensação incômoda de que você está repetindo um padrão — mesmo quando prometeu a si mesmo que dessa vez seria diferente.

Perguntas que você provavelmente já fez a si mesmo:

Porqueasmesmasbrigasserepetem,mesmocomparceirosdiferentes?

A resposta está na ciência — não na sorte

Na década de 1950, o psicólogo John Bowlby identificou algo que a psicologia ainda não tinha mapeado.

Ele percebeu que nosso cérebro desenvolve, nos primeiros anos de vida, um sistema emocional que determina como buscamos amor, como reagimos ao medo de perder alguém, e como lidamos com intimidade.

Esse sistema é o que chamamos de Estilo de Apego.

Como funciona

Quando você era criança, seu cérebro estava observando tudo:

  • Como seus cuidadores respondiam quando você chorava
  • Se o amor parecia seguro ou imprevisível
  • Se suas necessidades eram atendidas ou ignoradas

Com base nessas experiências — que você nem lembra —, seu cérebro criou um manual de sobrevivência emocional. Regras automáticas sobre como se proteger, como buscar conexão, como reagir quando o amor parece ameaçado.

O problema é que esse manual foi escrito quando você tinha 2, 3, 4 anos de idade.

E agora, décadas depois, você ainda está seguindo instruções que foram úteis para sobreviver na infância — mas que podem estar sabotando sua vida adulta.

Os 4 Estilos de Apego

A ciência identificou que esse sistema emocional se manifesta em 4 padrões principais. Cada um gera comportamentos específicos — e ciclos específicos de sofrimento nos relacionamentos.

Apego Ansioso (Preocupado)

O apego ansioso, marcado pelo medo do abandono, gera uma busca incessante por segurança. A pessoa com esse estilo de apego costuma demandar provas constantes de amor e tentar controlar a relação para aliviar sua ansiedade. Para o parceiro, pode parecer que ela sempre tem alguma coisa para reclamar, mesmo que se faça de tudo para satisfazer as necessidades dela.

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Apego Evitativo (Desdenhoso)

O apego evitativo é marcado pela priorização da autossuficiência e independência em detrimento da intimidade. Para evitar a vulnerabilidade, o indivíduo mantém distância emocional e racionaliza interações. Conflitos são evitados e a comunicação tende a ser indireta. A longo prazo, essa barreira gera uma falta crônica de conexão e apoio, tornando a relação insustentável.

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Apego Temeroso (Desorganizado)

O apego temeroso é caracterizado pela luta entre o desejo de conexão e o medo profundo da intimidade. Isso resulta em comportamento ambivalente: busca-se proximidade, mas há recuo para evitar a dor da rejeição. A insegurança central e a baixa autoestima levam a oscilações emocionais, reações defensivas e dificuldade em comunicar necessidades claras.

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Apego Seguro

O apego seguro fundamenta relações satisfatórias através do equilíbrio entre proximidade e autonomia. Com responsabilidade e conforto na intimidade, indivíduos seguros comunicam-se eficazmente e valorizam a reciprocidade, evitando turbulências emocionais. Sinônimo de maturidade, este estilo promove o respeito mútuo e a estabilidade, sendo determinante para relacionamentos enriquecedores.

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Dinâmicas

Como Cada Combinação Funciona (e Desanda) na Prática

Relacionamentos não são loteria. Eles seguem padrões previsíveis baseados em como cada pessoa aprendeu a se conectar (ou se proteger) ainda na infância.

Alta Evitação Baixa Evitação

Toque em um estilo para saber mais

Padrão, não defeito

Você não tem "dedo podre".

Você não é "intenso demais" ou "frio demais".

Você não nasceu com algum defeito que te impede de ter um relacionamento saudável.

Você tem um padrão — aprendido na infância, operando fora da sua consciência — que está ditando suas escolhas, suas reações e seus ciclos de sofrimento.

A boa notícia: isso pode mudar

Seu cérebro não parou de se desenvolver aos 5 anos. Ele continua criando novas conexões a vida inteira.

Isso significa que os padrões que você desenvolveu na infância não são uma sentença perpétua. Eles podem ser reescritos.

Na psicologia, chamamos isso de Segurança Conquistada. Pessoas que fizeram terapia focada em apego desenvolveram padrões seguros — mesmo partindo de histórias difíceis na infância.

A mudança é possível — mas raramente acontece sozinha. É no vínculo terapêutico que o cérebro aprende, na prática, que relacionamentos podem ser seguros.

Entender como isso funciona para mim

Validação Científica

Todo o conteúdo deste site é fundamentado em décadas de pesquisa científica revisada por pares, com raízes no trabalho pioneiro de pesquisadores como John Bowlby e Mary Ainsworth.

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Thiago Sian Andriolo, psicólogo

Thiago Sian Andriolo

Sou psicólogo formado pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) e atuo na área clínica como psicoterapeuta.

Percebi, nos inúmeros atendimentos realizados em meu consultório e ao responder caixinhas do Instagram, que a maior parte dos sofrimentos que as pessoas enfrentam em seus relacionamentos são causados por apegos inseguros.

Articulando diferentes abordagens, ajudei e continuo ajudando muitas pessoas a se recuperarem de suas feridas de apego inseguro e a desenvolverem seu apego seguro, descobrindo novas maneiras de se relacionar consigo mesmas e de se conectar com outras pessoas.

Pronto para entender o que está acontecendo?

Quando você para de se culpar e começa a entender o padrão por trás das suas escolhas, o relacionamento deixa de ser um campo de batalha.

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